segunda-feira, 24 de março de 2008

Estamos de Volta.....

Cá estamos, de volta a esse humilde espaço, depois de tanto tempo de ausência injustificável. Tanta coisa aconteceu e é passível de comentário que o escriba mal sabe por onde começar. Desde a saída de Fidel, passando pelo escândalo que culminou com a queda do governador de Nova York ( tinha que ter uma brasileira no meio) até a cada vez mais letal epidemia de dengue e a eterna discussão sobre se o mosquito é municipal, estadual ou federal, enquanto as pessoas, especialmente crianças, morrem nas filas dos hospitais, vítimas da indiferença e do descaso do poder público.
O tempo que fiquei ausente foi tanto que até a prova do tribunal de justiça ( com letra minúscula mesmo), foi remarcada, depois de incontáveis boatos. Este que vos escreve tentará um resultado positivo e sabe-se lá por qual motivo, está deveras confiante.
O tempo, esta entidade que às vezes passa rápido feito flecha e noutras tantas oportunidades se arrasta feito uma tartaruga manca, mas como diz Caetano, " é um dos Deuses mais lindos". Feita esta oportuna digressão, voltemos a estas mal batucadas linhas.
Já que citei o irmão da Bethânia, falemos um pouquinho de música. Assisti ontem uma parte da apresentação da Ana Cañas no "Altas Horas". Conhecia Ana apenas de uma canção, muito da chatinha, que toca nessas rádios de música nacional que eu tanto gosto, chamada "A Ana". Qual não foi minha surpresa ao ver a moça cantando outras coisas ao vivo. Voz doce, agradável e segura. Se souber escolher repertório, pode conquistar seu espaço no disputado mercado de vozes femininas.
Ah, sim.... gostaria de deixar registrado aqui que gostei bastante de um programa que estreou na segunda, 22:15, na nova programação da simpática Rede Bandeirantes. Trata-se do Custe o que Custar, vulgo CQC. Os apresentadores são o veterano Marcelo Tas e mais dois caras que eu não me recordo o nome agora. Bastante divertido, inteligente e engraçado. Vou conferir a próxima edição e volto a comentar. Aliás, achei sensacional a brincadeira que o pessoal do Pãnico fez com os espanhóis que desembarcavam em São paulo essa semana. Fez lembrar os melhores momentos do programa. Para fechar o momento TV de hoje, já votei algumas vezes para impedir que "Uma mula chamada Gyselle" ( pra cometir com "Um peixe Chamado Wanda"), ganhe um milhão de reais no Big Brother. Que ser desprezível, meu Deus.... só come, dorme, não toma banho, não troca mais de três palavras com ninguém e ainda conseguiu chegar à final. Inacreditável....
Pra fechar esse post de páscoa, eu tenho que falar um pouquinho de esporte.... A temporada de fórmula 1, que teve ontem a segunda etapa, na Malásia, promete ser das melhores. Aqui do meu canto, creio que Hamilton e Raikonnen devem lutar ponto a pontos pelo título, mas Robert Kubica e Heiki Kovalainen já mostraram que vão dar trabalho aos favoritos, assim como Felipe Massa, se for um pouco menos afobado. Não creio que Alonso brigue por nada esse ano. É muito piloto, mas o carro da Renault não ajuda. Quantos aos outros Brazucas, Nelson Angelo Piquet ( Nelsinho é o...) terá um ano pra ganhar bagagem e o Rubinho...... esse sim é inho.
Nas quatro linhas, os times brasileiros devem conseguir suas passagens para a próxima fase da Libertadores. As vitórias de Fluminense, com autoridade, no Paraguai e Flamengo, mesmo longe de ser brilhante, no Maracanã, apontam esse caminho, que deve ser seguido por Cruzeiro, São Paulo e Santos, apesar dos tropeços. Na seara doméstica, em que pese a fragilidade do adversário, destaque-se a impiedosa goleada do Botafogo sobre o pobre Macaé, por 7 a 0, com 4 gols de Wellington Paulista.
Despeço-me, prometendo não mais me ausentar de tão nobre e querido espaço. Para você que chegou até aqui, fica o meu carinho. Boa semana a todos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A arte de cair, levantar e seguir em frente

Eu já tomei incontáveis tombos nesses recém - completos 27 anos. Seja por falta de equílibrio, pela péssima qualidade do asfalto, por pura e simples falta de atenção ou como me disse alguém hoje, por "achar que sou super herói", já me vi muitas vezes estatelado no chão, ferido ou não, em lugares públicos ou no aconchego do lar.
Hoje foi mais um desses dias. Ficaram de lembrança alguns parcos arranhões nas costas. Mas a idéia de falar sobre isso aqui nesse humilde espaço é apenas para traçar um paralelo e dizer que eu acho que esses tombos, em última análise, podem ser considerados uma metáfora da vida, que sempre nos apresenta situações em que não conseguimos driblar os obstáculos como Robinho ou Garrincha fazem com seus marcadores e acabamos por tropeçar. Às vezes, ficam leves escoriações. Em outras situações, o hematoma talvez seja um pouco maior. E não há como omitir as passagens nas quais a ferida é mais profunda e demora a cicatrizar.
Aí vem o cerne da questão: por mais dura que tenha sido a queda, por mais doída que tenha sido a pancada, sempre há de se encontrar uma maneira de levantar e seguir em frente. Pode ser segurando na mão de alguém e usar o ombro deste como um apoio físico e psicológico. Pode ser se apoiando no maior alicerce que temos na vida, que se chama FAMÍLIA ou ainda conseguir esse erguimento de maneira lenta e gradual, mas às custas do próprio esforço.
O Fundamental é ter a consciência de que esse tombo, sejam lá quais as conseqüências que trouxer, fatalmente não vai ser o último. Se pensarmos dessa forma , talvez consigamos dominar a nem sempre simples arte de cair, levantar e seguir em frente.
Até o próximo Post!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cabeça Fria.....

A decisão da Taça Guanabara terminou há 5 horas. Se eu tivesse começado a escrever com o jogo recém terminado, talvez não conseguisse concatenar duas idéias plausíveis. Mas agora, passado o calor da partida, vou tentar aqui uma análise minimamente imparcial do jogo de hoje no Mário Filho.
O Flamengo veio a campo com o meio campo recheado de homens de marcação, repetindo a formação que levou o clube à Libertadores. A única alteração era Marcinho na vaga do lesionado Renato Augusto.
No Botafogo, ficou clara a limitação do elenco, uma vez que não se pôde contar com Jorge Henrique desde o começo, e em seu lugar entrou o apenas esforçado Adriano Felício, o que fez com que o time entrasse com apenas um atacante de ofício: Wellington Paulista. Na Lateral Esquerda, Eduardo assumia a vaga do suspenso Triguinho.
A partida começou bastante equilibrada, como se esperava, mas o Flamengo se mostrava melhor entrosado, até porque esse time joga junto desde o Brasileiro do ano passado e as peças se conhecem bem. O Botafogo jogava fechado, buscando os contra-ataques. Num deles, Leonardo Moura recuou a bola para o goleiro Bruno, que a pegou com a mão. Não Pode. Mas ele não deu.....
Aos 27, o solitário Wellington Paulista recebeu na entrada da área, fez bonita jogada individual e bateu no cantinho. o Botafogo fazia 1 a 0 e assim terminava a primeira etapa.
O Flamengo voltou com Obina e Kleberson nos lugares de Marcinho e Jaílton e foi pra cima do Botafogo, que já tinha vários jopgadores pendurados com o cartão amarelo. Veio então o lance capital da partida. Juan ( como está jogando....) bateu na área e Ferrero puxou a camisa de Fábio Luciano. O Juiz deu o penal.
Não estou discutindo aqui se a penalidade existiu ou não. O fato do zagueiro do Flamengo ter sido puxado dentro da área foi evidente. A questão é o critério adotado pelo árbitro. Se toda vez que jogada semelhante ocorrer, um pênalti for marcado, as partidas vão terminar com mais de 10 gols pra cada lado. Isto posto, Ibson bateu, empatou e uma nova confusão se estabeleceu quando Souza foi tentar pegar a bola na rede e Castillo não deixou.
O jogador rubro negro tentou dar um soco em Zé Carlos e Foi chutado pelo lateral Alessandro. Só que, ao invés de expulsar o lateral, o juiz acabou mostrando o cartão vermelho a Zé Carlos, que se tinha algum papel naquela balbúrdia, era o de vítima. E é óbvio que o desfalque de Alessandro pesaria menos do que o de Zé.
Com dez contra dez e mais espaços, eis que Lúcio Flávio, que só tinha aparecido no jogo até então em cruzamentos mal executados e passes inócuos e quando tomou um amarelo na tentativa de separar os brigões após o lance do pênalti, comete uma idiotice, pra não dizer palavra pior.
Um cara experiente, que carrega a 10 do Botafogo nas costas não pode fazer uma falta como a que ele cometeu aos 27 do segundo tempo ao parar um contra-ataque. Já tinha o amarelo( este sim aplicado de maneira equivocada) e acabou deixando a equipe com nove jogadores em campo ( entre eles, Jorge Henrique que entrara no lugar de Felício.). Quem me conhece, sabe o quanto eu gosto do Lúcio, mas essa de hoje não foi fácil de aturar, não..... Vai ter que jogar muito no segundo turno.....
Com a vantagem numérica, Joel colocou Diego Tardelli na vaga de Toró e o Flamengo perdeu uma série de oportunidades, até que as 46 minutos, o mesmo Diego fez um belíssimo gol, fazendo explodir a torcida. A Rubro-negra, de felicidade. A Alvinegra, de raiva e indignação.
O Botafogo ainda perdeu duas chances claras pra empatar o jogo: a primeira Wellington Paulista mandou pelos ares após receber sozinho, numa jogada em que me pareceu em posição irregular. E a derradeira, numa cabeçada de Édson que explodiu na trave, em um lance em que até Castillo foi pra área tentar o gol de empate.
Inegavelmente, uma bela partida de futebol e um comportamento exemplar das duas torcidas. Oitenta mil presentes e nenhum registro de maiores confusões. Parabéns, ao time da Gávea, que agora pode se dedicar integralmente à disputa da Libertadores, já que está classificado para a decisão Estadual.
Ao Botafogo, fica a prova de que pode enfrentar qualquer equipe de igual pra igual. É tentar levantar a cabeça e partir para a Taça Rio.
Boa semana a todos!
PS: Me abstenho de comentar o circo em que se transformou a entrevista coletiva do Botafogo após a partida. Só espero que, agora sim falando como alvinegro apaixonado, que alguém consiga demover Bebeto de Freitas da idéia de renunciar à presidência. Tudo que o Clube conseguiu, desde o resgate da dignidade quando subiu para a primeira divisão no campo, até a posse do majestoso Engenhão, tem muito a ver com a figura ética e correta que é o Bebeto. Para o bem do Esporte brasileiro em geral e para o Botafogo de Futebol e Regatas, em particular, tomara que ele fique.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bem Vindos!

25 de Fevereiro de 2008. Meia-noite e dezoito. Enfim, depois de tantos alarmes falsos, esse humilde espaço entra no ar. Há muito tempo eu desejava pôr essa idéia em prática, mas a minha conhecida preguiça sempre foi maior do que a vontade de sentar na frente da tela do PC e expôr as minhas idéias e dissertar sobre aquilo que eu gosto ou deixo de gostar.
A intenção aqui é falar de esporte, música, cinema, TV eo que mais estiver rolando por aí. Espero que você, que se deu o trabalho de chegar até aqui, volte sempre, para que possamos, por meio dessa poderosa ferramenta que é a internet, trocar idéias e experiências, sempre num clima leve, cordial e com muito bom humor.
Beijos e abraços em todos!